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OAB-DF entra com pedido
de
cassação de deputados
distritais
Da Agência Brasil
Brasília - A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção
DF, entra hoje (14) com pedido de cassação, na Câmara
Legislativa, dos deputados citados na Operação Caixa de
Pandora, deflagrada em 27 de novembro pela Polícia
Federal.
Segundo nota da OAB-DF, o documento vai incluir também
pedido para que os deputados sejam impedidos de votar no
processo de impeachment do governador José Roberto
Arruda, mesmo que não tenham seus mandatos cassados.
O governador é acusado de comandar um suposto esquema de
pagamento de propina a políticos aliados. O presidente
licenciado da Câmara, deputado Leonardo Prudente,
aparece em vídeo divulgado pela PF colocando dinheiro
nos bolsos e nas meias.
Os outros distritais citados na operação da PF são
Junior Brunelli (PSC), a líder do governo na Casa,
Eurides Brito (PMDB) - que aparecem também em vídeo
recebendo dinheiro -, Rogério Ulysses (PSB), Airton
Gomes (PMN), Benício Tavares (PMDB), Rôney Nemer (PMDB)
e os suplentes Pedro do Ovo (PRB) e Berinaldo Pontes
(PP).
Comissão do Senado aprova
projeto que
regulamenta o Sistema
Financeiro Nacional
Marcos
Chagas
Da Agência Brasil
Brasília - Sem consenso quanto ao mérito, que será
discutido na tramitação na Comissão de Assuntos
Econômicos (CAE), foi aprovado nesta quarta-feira (9) na
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado
projeto de lei que regulamenta o Sistema Financeiro
Nacional (SFN).
O parecer do relator, Antonio Carlos Magalhães Júnior
(DEM-BA), estabelece a autonomia operacional do Banco
Central (BC). Para isso, os diretores serão eleitos para
mandatos não coincidentes. Além disso, prevê que a
demissão do presidente do BC terá que ser endossada pelo
Senado, em votação secreta.
Também por votação secreta, caberá ao Senado aprovar a
indicação da diretoria e do presidente do Banco Central.
Pelo projeto, o mandato dele se encerrará em 31 de
dezembro do primeiro ano da legislatura federal, após a
publicação das novas regras no Diário Oficial da União.
Quanto aos seis diretores, três mandatos acabam em 31 de
dezembro do segundo ano da legislatura federal e os três
restantes no terceiro ano.
Os diretores do Banco Central ficam proibidos de manter
participação acionária superior a 1%, direta ou
indireta, em instituição do sistema financeiro que
esteja sob a supervisão ou a fiscalização do BC e não
mais a 3%, como é previsto atualmente. O projeto ainda
determina que a preocupação prioritária da autoridade
monetária será a estabilidade de preços.
Pelo projeto de lei, o Conselho Monetário Nacional (CMN)
passará a chamar Conselho Financeiro Nacional (CFN). O
órgão será composto pelos ministros da Fazenda, a quem
caberá presidir o colegiado; e do Planejamento; e pelo
presidente do Banco Central. Os presidentes da Comissão
de Finanças e Tributação, da Câmara dos Deputados, e da
CAE, do Senado, participarão das reuniões mensais do
CFN, mas não terão direito a voto.
Lula diz que Senado irá
aprovar Venezuela no Mercosul
Denise Mota
Da
BBC Brasil
O presidente Lula disse nesta terça-feira que o Senado
deve aprovar a entrada da Venezuela no Mercosul, após
meses de debates e adiamentos.
Participando em Montevidéu da Cúpula de Presidentes do
Mercosul, o presidente disse que a entrada do país
liderado por Hugo Chávez "agrega escala e
complementaridade" ao bloco. Chávez, também presente no
encontro, sugeriu que os senadores brasileiros podem
votar o assunto nesta quarta-feira.
No final de outubro, a Comissão de Relações Exteriores
do Senado aprovou o protocolo de entrada da Venezuela no
Mercosul, mas desde então o tema aguarda votação no
plenário da casa - o último passo antes da sanção
presidencial. Argentina e Uruguai já ratificaram o
ingresso da Venezuela. O Paraguai espera a decisão do
Brasil para votar o protocolo.
Esperança
Também em Montevidéu, em discurso de dez minutos, Lula
elogiou as vitórias de Evo Morales, reeleito na Bolívia
no último domingo, e de José Mujica, recém-eleito
presidente no Uruguai.
"Uruguaios e bolivianos disseram sim a projetos de
mudança em proveito dos trabalhadores e excluídos, e
também fizeram uma aposta irrevogável no Mercosul e por
uma América do Sul mais integrada."
O presidente brasileiro defendeu ainda ações coordenadas
dentro do bloco para que os países da região superem a
crise financeira internacional, afirmou que a cúpula se
realiza "sob o signo da esperança" e destacou a criação
de mais de 1 milhão e 300 mil empregos formais.
"Esperamos crescer pelo menos 5%. No Brasil saímos da
recessão. Reagimos à crise com mais inclusão e mais
emprego."
Lula defendeu também a necessidade de concluir a
eliminação da dupla cobrança da Tarifa Externa Comum, o
imposto que incide sobre mercadorias de fora do Mercosul
que circulam entre os países do bloco.
O presidente brasileiro falou ainda da necessidade de
aprimorar o Focem – Fundo de Convergência Estrutural do
Mercosul, o fundo destinado a financiar projetos em
benefício de economias menores do bloco para reduzir
suas assimetrias, que deve alcançar 500 milhões de
dólares, beneficiando principalmente o Paraguai e o
Uruguai.
Evo Morales se declara
reeleito na Bolívia
Da Agência Brasil
Brasília - As pesquisas de boca de urna após as eleições
desse domingo (7) na Bolívia indicam que o atual
presidente, Evo Morales, obteve a maioria dos votos –
entre 61% e 63%. Segundo as sondagens, ele ainda teria
aumentado o percentual de votos em regiões que foram
fortes opositoras durante o seu primeiro mandato, como
os departamentos da chamada “meia-lua” [região que reúne
os estados de Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando], no
leste do país. As informações são da BBC Brasil.
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Ainda
ontem, Morales já afirmou que foi reeleito com respaldo
popular recorde nas urnas e que o resultado mostra que o
projeto de mudanças não é mais só de um partido, mas da
maioria dos bolivianos. O líder disse ainda que o
“triunfo dos bolivianos” é “um justo reconhecimento aos
governos e povos anti-imperialistas”.
Se as projeções de boca de urna forem confirmadas, os
votos para Morales terão aumentado em cerca de 10%. Em
2005, ele foi eleito com 53,7% dos votos. O novo mapa
político indicaria que Morales teria recebido votos de
diferentes classes sociais e não só das comunidades
indígenas – que representam cerca de 50% do país.
Morales foi o primeiro indígena a chegar ao poder e
agora pode ter sido reeleito com maioria no Congresso
Nacional. Pela primeira vez na Bolívia, os eleitores
foram recadastrados, subindo de cerca de 3 milhões para
mais de 5 milhões. Houve ainda a estreia da votação no
exterior e do sistema biométrico, com cada cédula de
papel - mostrando foto, digital e assinatura do votante
- ratificada na hora da votação. As mudanças não
permitiram, porém, que a apuração oficial fosse
acelerada.
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