Número de presos
capacitados
aumentou 34%
Agência Brasil
O Rio de Janeiro capacitou profissionalmente 10,6 mil
presos no ano passado. O número representa um terço do
total de detentos do sistema penitenciário fluminense e
é 34% maior do que o registrado no ano anterior, quando
7,9 mil presos foram capacitados.
Segundo o secretário estadual de Administração
Penitenciária, César Rubens Monteiro, o aumento é
reflexo da decisão de oferecer mais cursos voltados a
ofícios autônomos, como as atividades de pedreiro,
costureira ou cabeleireiro. Isso porque, de acordo com o
secretário, ex-presidiários encontram dificuldades em
entrar no mercado formal de trabalho.
“Todo mundo sabe que quando um empregador tem que
escolher entre alguém que não passou pelo sistema
penitenciário e alguém que passou pelo sistema, ele vai
optar por aquele que não teve passagem pelo sistema.
Então começamos a desenvolver atividades em que ele não
tivesse, necessariamente, que passar pelo crivo de um
empregador”, disse.
Há, no entanto, casos de empresas – como o Estaleiro
Mclaren Oil – que optaram por fazer uma parceria com a
secretaria e contratar ex-detentos qualificados para
atividades como soldagem e pintura naval. “O custo de
formação desse profissional é muito alto. Então, o
empregador acaba pensando em contratar o ex-preso, para
não ter que arcar com o custo da formação”, disse.
Segundo a secretaria, como não há vagas para todos os
detentos, nos cursos de formação, é preciso fazer uma
seleção e escolher aqueles de melhor comportamento ou
aqueles que se encaixam melhor no perfil do curso.
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